Continua clique aqui 

Enditam a paisagem ainda: a murta, o murtinho, o rosmano, a madressilva, o sabugueiro, o catapeireiro, a pútega, o poupilo, a giesta branca, a giesta negral, o rosmaninho, o sargaço, a bela-luz, a carqueja, a queiró, o tojo, a urze, a urgueira, o azevinho, a silva, a silva macha, as campainhas, o lírio amarelo, o lírio branco, o lírio roxo, a abeloura, a parietária – erva de Santana -, o codesso, a alcachofra, a urtiga, o malmequer, o malvisco, a hera, as azedas, a milha, a grama, a conteira, a leituga, o labresto, a merugem, a favaca. Importância peculiar é atribuída ao medronheiro, pela aplicação ornamental e no fabrico da aguardente, e ao linho, por todo o peso económico de uma tradição que se está a esvaecer e que urge recuperar para efeitos etnológicos e artesanais, a utilizar para fins turísticos.

                                                    

Entre leguminosas e hortícolas, destacam-se: o feijão, a ervilha, a abóbora, a fava, o grão de bico, a batateira, o pimenteiro, o tomateiro, a cenoura, a cebola, o alho, o rabanete, a nabiça e o nabo, a alface, o pepino, o aipo, o coentro, o açafrão, o cominho, a batateira doce, a beterraba, o porro, a couve troncha, a couve galega, o agrião, a beldroega, etc.

                                                    

No sector das plantas venenosas, citemos o jarro, alguns cogumelos, o trovisco, a urtemige, o embude, a cicuta, o verbasco, a arruda…

Em termos de plantas medicinais mencionaremos a malva, o algebrado, o espargo, a celidónia, o aipo, a borragem, a hortelã, a seixebra, o jarro (apesar da componente venenosa), a camomila, a tília, a cidreira…

                                        

Quanto à sua localização, podemos afirmar que as plantas acima referidas dão-se um pouco por todo o concelho, exceptuando a Lapa, onde vigora o pinheiro bravo e vegetam abundantemente a giesta, o sargaço a queiró e pouco mais. Zona há de terreno onde algumas plantas têm terreno mais propício e aí se desenvolvem mais. Assim, o castanheiro dá-se preferencialmente em Sernancelhe, Granjal, Vila da Ponte, Carregal, Cunha, Arnas e Penso; o carvalho em Sernancelhe, Granjal e Sarzeda; o pinheiro praticamente em todos os lugares; o freixo, amieiro e salgueiro, nas margens e no vale do Távora; as fruteiras, dão-se em todo o lado, tirante Lapa, Quintela e Lamosa; a oliveira dá-se em Escurquela, Faia, Ferreirim, Fonte Arcada e Freixinho; a nogueira a amendoeira e a aveleira vêem-se em Vila da Ponte, Mosteiro Freixinho e Sernancelhe; a videira cultiva-se em Escurquela, Fonte-Arcada, Freixinho, Ferreirim, Vila da Ponte, Penso, Faia; Carregal, Sarzeda, Chosendo e Sernancelhe. O ciclo do linho, que ainda se pratica hoje em Arnas e Chosendo, fazia-se desenvolver, em tempos remotos, em Fonte Arcada, Vila da Ponte, Freixinho, Escurquela e Sarzeda. O monte de Santa Cruz, na serra do Pereiro, e o do Granjal, na serra da Lapa, produzem os rosmanos e os rosmaninhos, a bela-luz, o sargaço e a giesta. Encontramos as estevas, na Gândia, e o tojo e o trovisco, na margem direita do Távora. O cedro, a acácia e a tília dão-se no vale do mesmo Távora e em Sernancelhe. A laranjeira penetrou como adorno na zona do Rape e em Escurquela, quando o eucalipto se encontra disperso um pouco por todo o lado e há uma produção intensiva entre Macieira e Chosendo.

  Continua clique aqui