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Entre outras figuras convidadas são de destacar o Sr. Caiado de Faia, presidente da junta de freguesia da Faia, homem muito lutador pelo progresso e prosperidade da sua aldeia, e depois de muitos anos de má sorte para a aldeia, finalmente conseguiu nos últimos anos a sua transformação e posicioná-la num lugar de destaque e relevo no concelho.

Não falo só no embelezamento muito "sui generis" da sua aldeia, que conserva uma naturalidade tão beirã e original, como na grande melhorias dos seus acessos, por parte dos Prados e a nova continuação da rodovia pela marginal da albufeira do Távora em direcção à Barragem do Vilar, estrada esta, privilegiada com uma paisagem invulgar e atractiva de grande parte da mancha de água da albufeira. Também é de notar nesta aldeia uma urbanização interessante de várias habitações, que este senhor, com a colaboração


 

da Câmara Municipal realizou, tornando assim a Faia uma aldeia com mais população e mais vitalidade.
Não é para esquecer que a velha Faia foi submergida pela Barragem do Vilar, tendo havido transladação da sua Igreja para uma zona mais alta, e a maior parte do conjunto habitacional antigo ficou submergido nas águas, provocando feridas profundas nos corações de uma grande parte da população que ainda está viva. Também o Sr. Caiado da Faia, foi um Presidente de Junta que viveu isolado por muitos anos, não desejável pelo antigo poder autárquico, mercê das suas fortes convicções e grande luta pelo progresso da Faia. Finalmente, hoje, é um presidente exemplar, é orgulho para muitos, e a principal referência da aldeia.
Mas, a vinda do Sr Caiado ao programa "Feira Franca" relacionou-se com a sua actividade profissional como artesão em Latoaria, referência em toda esta zona beirã.
É especialista na execução de candeeiros, almotolias, francelas, acinchos, cantarinhas, lampiões e outros utensílios para a vida agrícola. Hoje, acompanhando as necessidades dos tempos modernos, e na mesma oficina, constroi também caleiros para os beirais das casas.
     

Este também presente o Sr. João dos Santos, empresário e proprietário da principal unidade do país exportadora de castanhas e membro da Assembleia Municipal da Câmara de Sernancelhe.

Denominação de Frusantos, a empresa, está vocacionada na produção, comercio, transformação, exportação e importação de produtos agrícolas, com especial incidência na batata de semente e sua conservação, castanha, maçã, cebolas, e cerejas.
Além destas actividades, também está direccionada ao comercio de produtos fito-sanitários e rações.
A empresa realiza todo um trabalho que vai do acompanhamento do processo de produção até à sua embalagem.
Tem como principal mercado nacional as grandes superfícies e grossistas, e no mercado internacional  a Comunidade Europeia, Canadá, EUA e Brasil.

Falou das "Castanhas Soutos da Lapa" obtidas a partir de castanheiros das variedades autóctones Martaínha e Longal, cuja colheita é feita manualmente.
Referiu que o uso da Denominação de Origem obriga a que a castanha seja produzida de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, as condições de produção, colheita e acondicionamento do produto. A rotulagem deverá cumprir os requisitos da legislação em vigor, mencionando também a "Denominação de Origem". A Castanha dos Soutos da Lapa deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.
De notar também que a área geográfica de produção abrange algumas freguesias dos concelhos de Armamar, de Tarouca, de Tabuaço, de São João da Pesqueira, de Moimenta da Beira, de Sernancelhe, de Penedono, de Lamego, de Aguiar da Beira e de Trancoso.
 

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