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OS SONS PRESENTES NO AR VINDOS DE SERNANCELHE
Foi grande a diversidade de sons presentes neste espectáculo, desde a música dos acordeonistas, os cantares à desgarrada, o Rancho típico de Sernancelhe, e as duas filarmónicas do concelho: a de Ferreirim e a de Sernancelhe.
Tiveram uma boa apresentação e decerto deliciaram os ouvintes que no país e no estrangeiro estiveram atentos a este programa regional.

A Banda de Ferreirim apresentou alguns temas, com brio e muita qualidade.
Os principais alicerces da formação desta banda, foram da responsabilidade do pároco da aldeia na altura, Padre Amorim, o Sr. Professor Vasco e o então presidente da Câmara, prof. Franquelim.
A banda iniciou as suas actividades, em 1981, com a Escola de Música, frequentada por 54 alunos escolhidos e dirigidos pelo Padre Amorim. Ainda hoje, ela constitui uma componente essencial na formação e consequente integração dos instrumentistas na Banda e assumindo-se, devido a esse facto, como o seu principal suporte e garante de sobrevivência. A formação musical tem-se assumido como  decisiva para a formação integral dos instrumentistas; a sua posterior integração na Banda tem constituído o reconhecimento de todo o esforço desenvolvido na Escola de Música, que tem como filosofia elevar e motivar as pessoas e ao mesmo tempo despertar e desenvolver nelas aptidões e capacidades.
Até ao ano de 1994, a sede da já então Banda Musical 81, foi na Casa do Povo de Ferreirim, sendo transferida, a partir daquela data, para a Junta de Freguesia da mesma localidade que, deste modo, tem colaborado com esta associação.

Como regentes, já passaram pela Banda Musical 81 nomes como o Padre Amorim, fundador e grande dinamizador da associação, ao qual se seguiram Fernando Nogueira, Padre Abel Alves e o Prof. Carlos Ramos, actual regente.

No sentido de premiar o vigésimo aniversário da Banda Musical 81, a Câmara Municipal de Sernancelhe, para além de continuar a colaborar logística e financeiramente com a referida associação, fez questão de reforçar o seu apoio incondicional ao homenageá-la através da colocação de 7 esculturas subordinadas ao universo da música, esculpidas em granito por vários escultores maioritariamente do concelho, na rotunda de acesso à freguesia.
A referida distinção pretendeu ser também uma homenagem a todos os habitantes da freguesia pelo dinamismo e orgulho que sempre demonstraram.

A Banda Musical 81 é e continuará a ser o cartão de visita de Ferreirim, e teima em permanecer no tempo e ser alvo de um culto autêntico de quem toca e de quem tudo deixa para admirar os seus sons harmoniosos. Autêntica montra de juventude e irreverência, ela constitui o orgulho da aldeia e serve de escola de música e de vida.
   

Compareceu também a banda de Sernancelhe, com toda a sua sumptuosidade e vitalidade:
Uma banda que existe em Sernancelhe após os anos 30 e 40, mas que, pela vontade, brio e força de pessoas da vila, foi revitalizada nos últimos anos, mantendo assim mais vivo e animador todo o panorama cultural de que Sernancelhe tem sido objecto nos últimos anos.
Em paralelo está a funcionar regularmente uma Escola de Música, onde se ensina a arte de tocar a música e onde se aperfeiçoam conhecimentos já existentes, permitindo o dinamismo que transporta esta Banda Filarmónica Sernancelhense a um bom nível qualidade.
Esta, por sua vez, tem actuado na animação de festividades culturais e religiosas em diversos pontos do País, com especial incidência na região. Possui um vasto reportório, dignifica o, nome da sua terra e tem sido sempre acarinhada. E hoje a afirmação dos objectivos dos seus fundadores.
Possui um número de elementos que oscila entre 30 e 40 (com idades entre os 8 e os 50 anos).
As inscrições e formação dos jovens começam com idades inferiores. São seleccionados gradualmente os mais intuídos e voluntariosos.

   

Os sons dos acordeonistas e os cantares à desgarrada, deram muito ênfase vitalidade e cor ao programa, e observou-se bem o espírito criativo e competitivo dos cantares dos vários intervenientes.

O Sr Manuel dos Santos "Manuel Carteiro" e o seu irmão Valter, o acordeonista, são sem dúvida uma exemplar obra prima e bem original que prima a música popular do concelho.

Maria do Carmo, cantadora da desgarrada e também do fado, é também um exemplo de voz já bem profissionalizada e posicionada na região. 
   
Também cheio de colorido veio a palco o Rancho Folclórico de Sernancelhe, onde se exibiu com lindas músicas, bonitos cantares e consonantes danças.

Pertence à associação "Rancho folclórico de Sernancelhe", fundada em 1982, e tem efectuado regulares apresentações, dentro do âmbito local, regional e nacional.
 

 

 

 

 

  O Sr. Américo João, acordeonista do Rancho, é um homem de Sernancelhe, residente na freguesia de Lamosa, e muito curioso: além das suas aptidões musicais indiscutíveis, é um enxertador de castanheiros exemplar.

Na maior partes dos meses do ano consegue o enxerto em castanheiros bravos com um êxito que ronda os 95%, mesmo no mês Agosto, e é bem verdade; provas já as tenho nos meus castanheiros.
 

 

 
   

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