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STANDS COMERCIAIS NA FEIRA

A Origem da Região produtora da castanha
A região com Denominação de Origem Protegida "Souto da Lapa", compreende uma vasta área distribuída por 10 concelhos beirões de grande riqueza paisagística desde a peculiar severidade e encanto da paisagem Beirã, como o seu vasto planalto rodeado de montanhas até aos inconfundíveis despenhadeiros e anfiteatros de Vale do Douro.
Por entre soutos e bouças, cerros graníticos, planaltos e serranias verdejantes e rios sinuosos, podemos encontrar algumas das mais belas, vilas e cidades de Portugal.
Nomes como Penedono, Sernacelhe, Tarouca, Moimenta da Beira, entre outros cuja lista seria longo de mais enunciar aqui, correspondem a outros tantos lugares onde a história está bem viva através dos notáveis exemplares arquitectónicos que aí conservam a memória de tempos ancestrais.
Nos castelos, Igrejas, Mosteiros, Pelourinhos e Casas Senhoriais que abundam na região estão magnificamente representados estilos que vão desde o Romântico ao Barroco.
Parte importante do património histórico-cultural da região, são também os usos e costumes e tradições das populações que aqui se conservam e manifestam, como em nenhum outro local do País, na riqueza e autenticidade do seu artesanato, folclore, gastronomia, festas e devoções
Salientamos no artesanato as afamadas colchas de linho e lã (Chosendo e Arina), as cestas de vime e peças de latoaria.
Na gastronomia, os enchidos, cabrito e peças de caça, sem esquecer os variados pratos elaborados com castanhas.
Finalmente, entre as romarias e procissões, destacamos pela sua majestade, a que tem por palco o Santuário da Serra da Lapa, onde nasceu a devoção à Nossa Senhora da Lapa.

Denominação - De Origem Protegida
Numa região onde a castanha tradicionalmente se reveste de enorme importância económica e social, pelo facto das condições climáticas dos solos e morfológicas não deixarem muitas vezes às populações outra alternativa que não o cultivo do castanheiro, importava agir urgentemente pela defesa e valorização deste recurso, promovendo um aumento significativo de novas técnicas de cultivo que permitissem a intensificação da cultura, o aumento da produção e uma melhoria da qualidade final do produto.
Essas acções passavam pela criação de uma Denominação de Origem Protegida, definindo-se regras quer de mercados quer de produção que garantissem a manutenção dos parâmetros diferenciadores das castanhas produzidas nesta região.
Este objectivo foi atingido com a aprovação por despacho do Secretário de Estado dos Mercados Agrícolas e Industrias Agro-Alimentares da Denominação de Origem Protegida "Castanha Souto da Lapa", destinado às produções que obedeçam a características definidas e sejam provenientes do Douro Sul, Trancoso e Aguiar da Beira, compreendendo freguesias dos concelhos de Armamar, Tarouca, Tabuaço, S. João da Pesqueira, Moimenta da Beira, Sernancelhe, Penedono, Lamego, Aguiar da Beira e Trancoso.
A castanha desta região pode agora ostentar a Denominação de Origem "Soutos da Lapa" na sua comercialização como produto protegido, específico e sujeito aos procedimentos de controle, qualidade e procedência.

Esta Denominação abrange 3.600 explorações agrícolas, representando aproximadamente 5 800 toneladas (44% da produção de castanha em Portugal), o que constitui considerável motivo de orgulho para a região que se considera assim como uma das mais importantes regiões produtoras do País.

    "Sete castanhas são um palmo de pão"                                               
    "Pelo S. Martinho castanhas e vinho"

Estes e outros ditos populares de cariz semelhante são bem o testemunho do lugar privilegiado que a castanha ocupa na vivência, economia e cultura das gentes desta região.
Ou não fosse o castanheiro durante séculos considerado a "Árvore do Pão" tão importante era o seu papel como principal meio de sustento e fonte alimentar das populações locais.
Se nos metermos à estrada vamos encontrar numerosos lugares, aldeias e freguesias em cuja toponímia está presente a sua influência: Souto V. N. de Souto Déll Rei, Castanheira, Souto Maior, Castainço, Castaíde e Casteição, entre outros.
E se o caso nos conduzir a qualquer um destes lugares por altura de S. Martinho, é bem provável que demos connosco segurando uma mão cheia de castanhas assadas e um copo de vinho no meio dos festejos, que associados à colheita da castanha, se celebram ao ar livre, em redor de uma fogueira crepitante.
São os famosos Magustos cuja tradição se mantém bem viva um pouco por todo o país.
Já que aí nos encontramos, aproveitamos para dar um pouco de atenção às casas rústicas que ainda conservam muito da sua tipicidade. Veremos que são de madeira de castanhos as vigas, balcões, alpendres e grades de ripas que coexistem com granito num todo harmonoso. e que também muitas das peças de artesanato, que compõem o seu recheio são produzidas com a mesma matéria prima.
As mesmas peças que encontramos com abundância nas muitas feiras da região em que a

 
Frutas Cruzeiro - Vila da Ponte

Maxilazer - Artesanato, produtos regionais - Vila da Ponte

Frusantos - Vila da Ponte e Ferreirim

Associação Ribaflor - Lamego

castanha ocupa um lugar de destaque, como a festa de S. Martinho, S. Simão, Feira/ Festa da Castanha (Sernacelhe) e Festa da Castanha (Trancoso).
Uma visita a qualquer uma dessas feiras será uma boa ocasião para conhecer a deliciosa gastronomia regional, onde como não podia deixar de ser pontificam os pratos confeccionados com base na castanha:
O pudim de castanhas, as castanhas, gelado de castanhas, mousse de castanhas, sopa de castanhas, puré de castanhas e frango com castanhas.

                      
                                                                                

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