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Localização Geográfica
Com uma área aproximada de 22765 ha, divididos por dezassete freguesias, o município de Sernancelhe localiza-se na zona Interior Norte de Portugal, região natural da Beira-Douro, distrito de Viseu. Faz fronteira com os concelhos de Tabuaço e São João da Pesqueira a Norte, confronta com Penedono e Trancoso a Nascente, com Moimenta da Beira a Poente e com V. Nova de Paiva e Aguiar da Beira respectivamente a Sudoeste e a Sul. A região abrangida pelo concelho está na área de jurisdição da Delegação Florestal de Trás-os-Montes e pertence à Zona Florestal Beira Douro e Távora. |
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As Vias de comunicação Um
concelho tão extenso como o de Sernancelhe é atravessado por duas estradas
nacionais - a EN nº 226 e a EN nº 229 - que ligam a itinerários principais
em alguns lugares: o IP 5 em Viseu, Mangualde ou Celorico da Beira, o IP 3
em Lamego e o IP 2 em Trancoso. Por eles, os Sernancelhenses rapidamente
demandam o litoral, ou o Douro ou a fronteira espanhola. Para aceder a
Lamego, à Guarda ou a Viseu, servem as estradas nacionais citadas ou os
itinerários complementares em que elas se devem transformar ou que lhes
sejam alternativos. |
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| bem como a construção da elegante ponte sobre o Távora. Presentemente está em cursos a beneficiação e rectificação do troço entre Sernancelhe e a Beselga. A estrada nacional nº 226 liga a Moimenta da Beira e divide o concelho quase ao meio com o Távora - fenómeno que tanto pode ser um factor de atarso e de divisão como de aproximação e conjugação de esforços. As vontades lúcidas o determinam. | ||
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Aquelas vias sã obra do fontismo liberal que deixou a vila muito isolada. O
acesso à vila, para quem chegava de todos os lados, menos de Sarzeda, até
não há muito temo, era logo e feito unicamente pela EN nº 229 pela Carrasca,
por uma via de acentuada subida e excessivamente curvilínea. Ir a Lamosa ou
de Escurquela a Sernancelhe era uma verdadeira jorna. O atraso e a
decadência do concelho podem também residir neste fenómeno do isolamento em
confronto com outras sedes do concelho para quem parece ter sido forjado o
esquema viário de então. Só muito mais tarde se rasgou a estrada municipal
de Vila da Ponte a Ferreirim e depois a de Vila da
Ponte a Sernancelhe. Esta última, que foi reformulada, com a variante à Vila
da Ponte, em 1991, aínda não figura na maior parte dos mapas acessíveis ao
público. O município, conforme se pode ler no "Guia de Sernancelhe - Terras do Demo (2000)", tem dedicado a sua atenção tanto às "vias de comunicação que |
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| ligam Sernancelhe aos centros urbanos" como aos "caminhos rurais que permitem à nossa população rentabilizar o tempo e o espaço", sendo estas das "principais armas para combater os aspectos negativos da interioridade". Claro que sob a designação de "caminhos rurais", pela contextuada leitura do documento, se vê que estão abrangidas as vias classificadas com estradas municipais, os caminhos rurais, alguns caminhos agrícolas e até caminhos florestais. É que o autor daquele texto frisa mesmo que se contribui assim para a mecanização das explorações agrícolas, para o escoamento dos produtos, para o controle das actividades ligadas à pesca e à caça e para o rasgamento das serras e montes, de modo a possibilitar a limpeza das matas e a prevenção e o ataque dos fogos florestais. É nesta linha estratégica de abertura ao exterior e à permeabilidade entre as povoações que se contam muitos | ||
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empreendimentos que melhoram a rede viária municipal. Assim: estão concluídas as obras de rectificação, alargamento e repavimentação das estradas municipais do Fundo do Granjal, passando pela Lapa, ao cruzamento com a que vai de A-de-Barros até ao limite do concelho de Sátão, que também passou pelo mesmo tipo de bebeficiação, com passagem por Carregal, Tabosa e Lamosa. Também foi beneficiado o acesso à povoação de Tabosa, mesmo até ao Convento. Foi concluída a estrada intermunicipal da Barragem do Vilar a Faia e Prados de Baixo, uma obra conjunta com o concelho de Moimenta da Beira, que constitui uma linda envolvência à albufeira em contraponto com a estrada municipal que vai da EN nº 226, por Freixinho a Fonte Arcada, na outra margem, que sofreu intervenções de alargamento, drenagem e repavimentação, recentemente. Foi aberta ao Tráfego, com obras de beneficiação múltipla, a estrada de Sarzeda ao limite do concelho de Trancoso, perto de Guilheiro, bem como desta até à EN nº 226, passando por Quintãs, Arnas e Cunha, com uma via pela Tabosa da Cunha. |
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| Estão concluídas as obras de alargamento, drenagem e repavimentação da estrada que vais de Carregal a Forca ou Aldeia de Santo Estêvão, bem como a de Vila da Ponte ao limite do concelho de Penedono, passando por Ferreirim e Chosendo, com a variante à povoação de Ferreirim. Esta variante vai possibilitar a construção das infraestruturas da nova zona habitacional e de um perímetro industrial. Estarão brevemente apresentáveis aos utentes as beneficiações (alargamento, drenagem, rectificação e repavimentação da estrada de Ferreirim a Escurquela, via Fonte Arcada. | ||
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Recorde-se que nos últimos tempos é a estrada que vai de Ferreirim a
Macieira e a Riodades e a que vai de Chosendo a Seixo e à EN nº 229, bem
como um pequeno troço de Ponte do Abade a Gradiz. Resta mencionar o caminho rural que liga a povoação de Quintela à Quinta do Cando, com passagem pelos Moinhos do Vouga, vários caminhos agrícolas e florestais e alguns aceiros. Uma palavra que se deve sobre a variante ao Santuário da Lapa. Tem em vista relevar a importância religiosa e turística da localidade e do Santuário e promover a separação do religioso e do profano, com a zona de feira e de aparcamento. A estrada do Fundo do Granjal para o Senhor dos Aflitos (já no vizinho concelho de Moimenta da Beira) está dotada de uma pista de peregrinos que vão a pé ou de bicicleta, algo de inédito na região. Mas falta aínda,o que se adivinha para breve, a beneficiação de um pequeno troço junto à EN nº 323, perto do Senhor dos Aflitos, da freguesia de Caria, do concelho de Moimenta da Beira. O Abade Vasco Moreira, já no seu tempo apontava o dedo ao poder central, dizendo que este tem sido padrasto para Sernancelhe, "esta linda, fértil e |
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pitoresca região da Beira Alta". Diz ele que estas estradas "devem-se mais ao esforço camarário e à iniciativa particular do que ao poder central" (Vd. Moreira, 1929). E continua a ter razão em grande parte. Basta recordar-mos que a variante à vila de Sernancelhe implicava-se nas mentes e nas intenções governativas de há uns quarenta e cinco anos e só em 1998 é que se concretizou. São anos e anos de atraso, são oportunidades que se perderam! |
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