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7. Hidrografia
 
O rio Távora conjuntamente com a barragem do Vilar constituem o principal curso de água do município. É um rio que corre de Sul para Norte; a Sul na freguesia da Cunha, acompanha o limite do concelho, afasta-se depois para o interior do município e junto a Vila da Ponte entra na albufeira da Barragem do Vilar. Sensivelmente a meio da albufeira, a linha de água serve novamente de limite do município. Na margem ocidental do rio Távora desaguam várias ribeiras, entre as quais poderemos citar a ribeira de Ferreirim e a ribeira de Medreiro, no entanto refira-se que toda a região a Este do rio Távora no município de Sernancelhe faz parte da sua bacia hidrográfica.

A Oeste de Sernancelhe, a freguesia de Lamosa é atravessada por um pequeno troço do rio Paiva e faz parte da bacia hidrográfica deste rio. O curso de água mais importante nascido no interior do município é o rio Vouga que tem origem nas vertentes Sudoeste da Serra da Lapa, mais precisamente no chafariz chamado da Lapa a uma altitude de 950 m bem perto do Santuário de Nossa Senhora da Lapa, freguesia de Quintela.
 

8. Uso e Ocupação do Solo
 

A carta de classes de uso e ocupação do solo e os gráficos que se seguem permitem ficar com uma ideia clara da distribuição das classes de uso e ocupação do solo no município de Sernancelhe. Os incultos predominam, ocupando cerca de 40% do território, encontram-se sobretudo a Norte nas freguesias de Escurquela e Macieira, e em maior extensão a Sul na freguesia de Sernancelhe e também nas freguesias de Cunha e Arnas; na freguesia do Granjal encontra-se também uma grande área de incultos continua. A agricultura ocupa cerca de 25% da área do município, a vinha e a oliveira figuram entre as principais espécies cultivada, as culturas de regadio ocupam os vales ao longo das linhas de água. A floresta ocupa 32,9% da área do município, correspondendo 24,6 % a espécies resinosas onde sobressai o pinheiro bravo, principal espécie florestal. Existem ainda alguns povoamentos mistos com castanheiro manso , carvalho, eucalipto, etc. As matas de eucalipto são relativamente pouco representativas no conjunto da floresta do município.
 

Embora a agricultura seja a principal actividade no município, a dimensão média da propriedade rústica é muito pequena, aproximadamente 5 ha, e a grande maioria da explorações agrícolas (88%) tem menos de 5ha. Também o numero médio de blocos por exploração agrícola é muito elevado, variando entre os 4 blocos nas explorações com menos de 1ha e os 71 blocos nas explorações com mais de 200ha. A reduzida dimensão das explorações agrícolas e a sua dispersão, permitem-no caracterizar a agricultura do concelho como uma agricultura de subsistência com baixo nível de produtividade.
 

CLASSE DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

Agrícola

26.1%

Inculto

37.9%

Urbano

1.0%

Infraestrutura e Equipamento

0.0%

Água

2.2%

  Resinosa  

24.6%

Floresta Pov. misto

32.9%

5.0%

  Folhosa  

3.3%

 
 
Um factor também importante é a continuidade espacial do coberto vegetal, assim observa-se que em Sernancelhe os povoamentos de resinosas ocupam áreas continuas inferiores a 500ha, verifica-se que cerca de 3/4 da floresta de resinosas ocupa parcelas de dimensão inferior a 100ha. A continuidade horizontal dos incultos é algo diferente, encontram-se extensas áreas de terreno inculto, a maior das quais ocupa parcialmente as freguesias de Arnas, Cunha e Sernancelhe. As folhosa e os povoamentos mistos, por força da pequena expressão que têm encontram-se dispersas por áreas de reduzida dimensão.
 

 

 

1-50

ha

50-100

ha

100-250

ha

250-500

ha

500-1000

ha

1000-1500

ha

> 1500

ha

Agrícola

4057,2

677,4

935,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Resinosa

2725,6

1205,3

632,4

995,0

0,0

0,0

0,0

Pov. misto

1011,1

120,1

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Folhosa

593,4

123,4

0,0

0,0

0,0

0,0

0,0

Inculto

2581,8

917,9

494,7

1525,3

1397,3

0,0

1671,3

 
Como se pode constatar a partir da leitura conjunta dos gráficos seguintes, a agricultura prevalece sobre a floresta de resinosas e incultos até à altitude de 700m, a partir daí predominam os incultos que atingem a máxima expressão entre os 726m e os 918m. A floresta de resinosas a partir dos 854m perde expressão a agricultura passa ter também uma expressão muito reduzida e os incultos passam a dominar.
 

 

A distribuição das classes de vegetação em relação aos declives considera-se normal tendo em consideração as condições fisiográficas do município, assim verifica-se que praticamente não ocorre agricultura em terrenos de declive superior a 20%. Os incultos e as espécies resinosa ainda têm alguma representatividade até aos 30%, mas a maiores declives são escassos. Em relação à exposição verifica-se que mais de 3000ha de incultos estão orientados a Oeste, o que lhe confere alguma perigosidade, as espécies resinosas, apresentam aproximadamente 1900 ha orientados a Oeste.
 

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